fevereiro 2013

Arquivos mensais

Fundos imobiliários aquecem o mercado

Setor em alta gera inúmeras possibilidades de novos negócios e maior rentabilidade financeira O mercado imobiliário brasileiro – segundo maior do mundo, atrás apenas da China – deve continuar em alta em 2013, consolidando-se como uma das melhores opções para se investir. Exemplo disso são os fundos imobiliários, uma nova e importante fonte de recursos para a construção civil. De acordo com a Bolsa, responsável pela listagem e organização de investimentos, o volume de negócios de cotas desses fundos na BM&F Bovespa passou de 502 transações por dia, em janeiro de 2008, para 13.650 no mês passado (dezembro de 2012). Confirmando o bom momento vivido pelo setor, o fundo de investimento imobiliário Memorial Office (FMOF11) foi o mais rentável de 2012, com retorno efetivo de 84,3%. Segundo o ranking da UQBAR – empresa de conhecimento financeiro -, outros quatro fundos terminaram o ano passado com rentabilidade efetiva superior a 50%: FII Hotel Maxinvest (HTMX11B), Torre Almirante (ALMI11B), Hospital Nossa Senhora de Lourdes (NSLU11B) e BTG Pactual Fundo de Fundos (BCFF11B).


Florianópolis cresce com o olhar direcionado para a região Norte

Em 10 anos, os terrenos da SC-401, em Florianópolis, valorizaram 2.000%. É isso mesmo. Se, em 2002, o metro quadrado de um terreno custava R$ 70, em 2007 passou a valer até R$ 600 e hoje, está por até R$ 1,5 mil. Por esta cotação, cada metro quadrado de terreno à margem da rodovia poderia ser trocado por 14,4 gramas de ouro pela cotação da BM&F Bovespa. A explicação para esse salto é conhecida por quem negocia imóveis ou faz compras no supermercado: o aumento da procura em relação à oferta elevou os preços e reflete a descentralização do polo econômico de Florianópolis. Serviços e empresas estão migrando do Centro da cidade para a rodovia que alcança o Norte da Ilha. As empresas precisam de espaço, um elemento escasso na região central de Florianópolis atualmente. Tanto é que a Churrascaria Ataliba, há mais de 20 anos instalada no mesmo local na Avenida Beira-Mar Norte, em um ótimo ponto, como o próprio dono da rede, Carlos Ataliba Petters, ressalta, mudou-se, no final do ano passado, para a SC-401. – Fomos buscar oxigênio. Um espaço que dê oportunidade para a empresa crescer. A Beira-Mar era um ponto excelente, mas acredito que a SC-401, que é uma via duplicada e muito movimentada na temporada, também seja. Na antiga localização, nem tínhamos estacionamento. O novo tem 90 vagas – conta Petters. Reforçando o novo filão da SC-401, outra churrascaria foi inaugurada há alguns meses, a 100 Tenário.


Construção civil gera 12 mil empregos no Pará

Em 2012, o setor foi maior gerador de empregos do estado.
Saldo obtido pelo Pará é o maior entre os sete estados da região Norte.

O setor da Construção Civil gerou quase 12 mil postos de empregos formais no Pará em 2012, o que representa um crescimento de quase 16%, revela pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA). O saldo é o maior entre os estados do Norte.

Tomando como base as informações oficiais do Ministério do Trabalho, no mês de dezembro de 2012, houve uma forte queda de 3,99% na geração de empregos formais. Foram feitas em todo o estado 2.794 admissões contra 6.349 desligamentos, com saldo negativo de 3.555 postos de trabalhos.

O estado do Pará foi o que apresentou a maior perda de empregos formais, com saldo negativo de 3.555 postos de trabalhos, seguido de Rondônia, com saldo negativo de 2.158 postos de trabalhos; do Tocantins, com saldo negativo de 873 postos de trabalhos; do Amazonas, com saldo negativo de 811 postos de trabalhos; do Acre, com saldo negativo de 661 postos de trabalhos; do Amapá, com saldo negativo de 428 postos de trabalhos e de Roraima, com saldo negativo de 63 postos de trabalhos.